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Sugestão às escolas

O que aconteceu em Londres - Agosto 2011

 

 

 

 

 

Sugestão às escolas

 

 

COMO MELHORAR O CONVÍVIO NA ESCOLA

 

 

Muitos diretores e professores sentem-se desmotivados para tentar melhorar o convívio e diminuir ou acabar com a violência nas escolas.

Essa desmotivação é compreensível, tendo em vista as dificuldades para se conseguir resultados nesse sentido.

O Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola, desejando colaborar, procurou conhecer experiências bem sucedidas de algumas escolas e, tomando-as como base, elaborou a seguinte sugestão:

 

SUGESTÃO

 

1 – Durante uma quinzena, destinar os primeiros 5 minutos da primeira aula de cada turno, para os alunos elaborarem idéias, ações e/ou regras de conduta que possam melhorar o convívio entre todos, alunos, professores, funcionários, etc.

Esse pequeno tempo, de apenas cinco minutos, será mais como um momento de envolvimento e motivação para eles pensarem e trocarem idéias entre si, em outros momentos. Dessa forma, a elaboração da campanha permanecerá ativa além do tempo em que estiver sendo discutida na sala de aula, gerando mais memória sobre a mesma. As escolas que estiverem ministrando o Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola, poderão, durante esse período, substituir as aulinhas de valores humanos pela campanha do bom convívio.

As turmas que apresentarem sugestões que forem aceitas para o mural irão concorrer a um premio (V. item 4).

 

2 – Ao término da quinzena, as sugestões elaboradas pelos alunos são analisadas pela direção da escola e/ou pelos professores, que escolhem aquelas que devem compor o mural –  manual de conduta para toda a comunidade escolar – a ser inaugurado com a presença de todos. O próprio mural poderá ser elaborado pelas turmas cujas idéias foram aceitas, sob a coordenação dos professores.

É muito importante convidar as famílias dos alunos para essa inauguração e a escola deve imprimir um folheto com esse manual, a ser distribuído para todos.

Todos devem ser incentivados a aderir à campanha e também a atuar como incentivadores e observadores de resultados da mesma.

OBS: É importante guardar os registros de todas as sugestões que vão compor o mural/manual, com o fito de premiação para as turmas que as elaboraram. No item 4 apresentamos a confecção de um vídeo, como sugestão de premio.

 

3 – No final do semestre a escola escolhe uma quinzena mais adequada para acontecer uma avaliação dos resultados da campanha, que pode ser feita por toda a comunidade escolar, ou a critério da direção da escola.

 

4 - Uma forma de premiação muito interessante para as turmas cujas sugestões/idéias formarem o mural é a confecção, por eles próprios, de um vídeo sobre a campanha, enfatizando as idéias ganhadoras, com depoimentos sobre os resultados obtidos, podendo também os participantes fazer (nesse vídeo) apresentações artísticas.

Para a produção desse material a escola pode colaborar proporcionando a logística necessária.

O vídeo em questão poderá ser exibido a todos os alunos, assim como, também, veiculado na Internet (youtube, etc.).

Observe-se que uma premiação como essa será muito atrativa para os alunos, e, além disso, deixará a campanha sempre no foco das atenções.

 

Essa campanha poderá ser sempre repetida, tornando-se parte das atividades escolares.

 

Esta é apenas uma idéia básica que as escolas poderão adaptar à sua realidade, enriquecendo-a.

 

caminhos2008@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que aconteceu em Londres - Agosto 2011

 

 

Raiva, desencanto e violentos distúrbios que se

 alastram por vários dias.

 

 Uma vigília pacífica em Tottenham contra a morte de um jovem por policiais acaba se convertendo numa explosão de selvageria que se espalha por diversos outros bairros londrinos.

 

Saqueadores atacam vitrines e depósitos de lojas,

carregando principalmente equipamentos eletrônicos,

 celulares, computadores, TVs de plasma, entre outros.

 

 

 

Também são alvos de saques lojas contendo

 “itens de grife”, – marcas valorizadas por

mensagens de consumo.

 

 

E depois dos saques, a onda de incêndios criminosos.

 

 

 

“Queimaram carros, lojas, e casas, sem se preocupar

se havia velhos ou bebês dormindo dentro.”

 

 

 

Um morador que presenciou a onda de saques, depredações e incêndios relata:

“Nunca vi tanto desprezo pela vida humana.”

 

 

A jovem, cujo apartamento fica acima de

uma loja de móveis que foi incendiada, salta

numa desesperada fuga das chamas.

 

 

São tempos de crise os nossos – crise econômica, financeira, política e social. E acima de tudo, ética e moral.

Tristes tempos em que uma vida vale tão pouco,

perdendo-se por quase nada.

  

Saldo de quatro mortos e dezenas de feridos, além de prejuízos que ultrapassam R$ 260 milhões.

 

 

  

Diversos especialistas acreditam que os conflitos que tiveram por palco as ruas

londrinas poderiam ter ocorrido em qualquer outra cidade grande.

 

 Tempos desleais os nossos, onde testemunhamos a mercantilização de

tudo: sentimentos, ideais, metas existenciais e sonhos.

 

 

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês considerado, aos 86

anos de idade, um dos principais pensadores da atualidade, classificou os distúrbios na capital inglesa como “um motim de consumidores excluídos e frustrados.”

 

 A voracidade consumista, a pulsão pela aquisição do novo,

a permanente sensação de insaciabilidade, e vidas vazias de sentido infelizmente

 permeiam a quase totalidade das sociedades modernas.

 

 

Em obras como “Modernidade Líquida” e “Vida para consumo”: a transformação das pessoas em mercadoria, Bauman já havia observado como na atual sociedade de consumo as campanhas publicitárias sucessivas atrelam a busca da felicidade

a indicadores de consumo e de riqueza ostentada.

Anúncios publicitários que vendem o delírio de que

ser dono de um determinado produto é o

coroamento do sucesso individual. 

 

A torrente desumana de publicidade a que somos expostos todos os dias, fomentando o individualismo e o consumismo, em detrimento à solidariedade e cidadania.

 

“Prazer é mais do que uma sensação.

É um objetivo de vida”, nos recorda o anúncio ao lado.

 

Em outras palavras, se você não adquirir o produto anunciado,

 sua vida estará vazia não somente de prazer, mas de um objetivo.

 

Bauman é enfático ao afirmar que “enquanto não repensarmos a maneira como

 medimos o bem-estar, mais problemas são inevitáveis.”

 

“A busca da felicidade não deve ser atrelada a indicadores de riqueza, pois isso

apenas resulta numa erosão do espírito comunitário em prol de competição e egoísmo.”

 

Em suas entrevistas, Bauman costuma citar um antigo provérbio chinês de mais

de dois mil anos antes do advento da modernidade, que diz:...

 

“Quando planejas por um ano, semeias o grão.

Quando planejas por uma década, plantas árvores.

Quando planejas por uma vida inteira, formas e educas as pessoas.”

 

As graves crises éticas e morais, sociais e ambientais que solapam a humanidade por

todos os lados anunciam a necessidade de superarmos a modernidade, e trabalharmos

para o advento daquilo definido por pós-modernidade.

 

E o que significa ‘educar’ para os tempos de pós-modernidade?

 

O urgente e vital desafio de educar as futuras gerações de modo que possam

cultivar uma nova visão, uma atenção expandida.

 

Pais e avós, professores e educadores, e todos aqueles amantes da vida devemos abraçar a causa de como garantir às novas gerações uma educação plena.

 

Uma educação capaz de estimular a reflexão e a crítica, de modo que saibam cultivar a ética, a transcendência, a cooperação, a solidariedade e o respeito à vida.

 

 

Uma educação plena, que abarque o desenvolvimento físico e intelectual, emocional, espiritual e social das crianças pequenas que estão iniciando a sua caminhada pela jornada terrena.

 Somente teremos ordem, progresso e beleza no dia em que a Educação e a Infância forem consideradas uma prioridade essencial.

 

O educador recifense Paulo Freire, considerado um dos pensadores mais notáveis

na história da pedagogia mundial, afirma:...

 

“Eu nunca poderia pensar em educação sem amor.

É por isso que eu me considero um educador: acima de

tudo porque eu sinto amor.”

 

 “Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo

 as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu

brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.”

 

“Pra mim, o ‘eu sou, logo existo’ há muito tempo sumiu.

 ‘Nós somos, logo existimos’, esta é que é a formulação.

Nós existimos, fazemos coisas, por isso somos, entende?...”

 

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho,

inviabilizando o amor.

Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

 

“Mudar é difícil mas é possível.”

 

 

(Adaptação do PPS Pós-modernidade, criado por 

Projeto “Compaixão e Cidadania”.  Um espaço para reflexões

 sobre temas essenciais. compaixao_cidadania@hotmail.com)

 

 

 

 

 

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