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Sugestão às escolas
COMO MELHORAR O
CONVÍVIO NA ESCOLA
Muitos diretores e
professores sentem-se desmotivados para tentar melhorar o convívio e
diminuir ou acabar com a violência nas escolas.
Essa desmotivação é
compreensível, tendo em vista as dificuldades para se conseguir
resultados nesse sentido.
O Programa Cinco Minutos de
Valores Humanos para a Escola, desejando colaborar, procurou
conhecer experiências bem sucedidas de algumas escolas e, tomando-as
como base, elaborou a seguinte sugestão:
SUGESTÃO
1 – Durante uma quinzena,
destinar os primeiros 5 minutos da primeira aula de cada turno, para
os alunos elaborarem idéias, ações e/ou regras de conduta que possam
melhorar o convívio entre todos, alunos, professores, funcionários,
etc.
Esse pequeno tempo, de
apenas cinco minutos, será mais como um momento de envolvimento e
motivação para eles pensarem e trocarem idéias entre si, em outros
momentos. Dessa forma, a elaboração da campanha permanecerá ativa
além do tempo em que estiver sendo discutida na sala de aula,
gerando mais memória sobre a mesma. As escolas que estiverem
ministrando o Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a
Escola, poderão, durante esse período, substituir as aulinhas de
valores humanos pela campanha do bom convívio.
As turmas que apresentarem
sugestões que forem aceitas para o mural irão concorrer a um premio
(V. item 4).
2 – Ao término da quinzena,
as sugestões elaboradas pelos alunos são analisadas pela direção da
escola e/ou pelos professores, que escolhem aquelas que devem compor
o mural – manual de conduta para toda a comunidade escolar – a ser
inaugurado com a presença de todos. O próprio mural poderá ser
elaborado pelas turmas cujas idéias foram aceitas, sob a coordenação
dos professores.
É muito importante convidar
as famílias dos alunos para essa inauguração e a escola deve
imprimir um folheto com esse manual, a ser distribuído para todos.
Todos devem ser incentivados
a aderir à campanha e também a atuar como incentivadores e
observadores de resultados da mesma.
OBS: É importante guardar os
registros de todas as sugestões que vão compor o mural/manual, com o
fito de premiação para as turmas que as elaboraram. No item 4
apresentamos a confecção de um vídeo, como sugestão de premio.
3 – No final do semestre a
escola escolhe uma quinzena mais adequada para acontecer uma
avaliação dos resultados da campanha, que pode ser feita por toda a
comunidade escolar, ou a critério da direção da escola.
4 - Uma forma de premiação
muito interessante para as turmas cujas sugestões/idéias formarem o
mural é a confecção, por eles próprios, de um vídeo sobre a
campanha, enfatizando as idéias ganhadoras, com depoimentos sobre os
resultados obtidos, podendo também os participantes fazer (nesse
vídeo) apresentações artísticas.
Para a produção desse
material a escola pode colaborar proporcionando a logística
necessária.
O vídeo em questão poderá
ser exibido a todos os alunos, assim como, também, veiculado na
Internet (youtube, etc.).
Observe-se que uma premiação
como essa será muito atrativa para os alunos, e, além disso, deixará
a campanha sempre no foco das atenções.
Essa campanha poderá ser
sempre repetida, tornando-se parte das atividades escolares.
Esta é apenas uma idéia
básica que as escolas poderão adaptar à sua realidade,
enriquecendo-a.
caminhos2008@gmail.com

O que aconteceu em
Londres - Agosto 2011
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Raiva,
desencanto e violentos distúrbios que se
alastram
por vários dias.
Uma vigília
pacífica em Tottenham contra a morte de um jovem por policiais
acaba se convertendo numa explosão de selvageria que se espalha
por diversos outros bairros londrinos.
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Saqueadores
atacam vitrines e depósitos de lojas,
carregando
principalmente equipamentos eletrônicos,
celulares,
computadores, TVs de plasma, entre outros. |
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Também são
alvos de saques lojas contendo
“itens de
grife”, – marcas valorizadas por
mensagens de
consumo. |
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E depois dos
saques, a onda de incêndios criminosos.
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“Queimaram
carros, lojas, e casas, sem se preocupar
se havia velhos
ou bebês dormindo dentro.”
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Um morador que
presenciou a onda de saques, depredações e incêndios relata:
“Nunca vi tanto
desprezo pela vida humana.”
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A jovem, cujo
apartamento fica acima de
uma loja de
móveis que foi incendiada, salta
numa
desesperada fuga das chamas.
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São tempos de
crise os nossos – crise econômica, financeira, política e
social. E acima de tudo, ética e moral.
Tristes tempos
em que uma vida vale tão pouco,
perdendo-se por
quase nada.
Saldo de quatro
mortos e dezenas de feridos, além de prejuízos que ultrapassam
R$ 260 milhões. |
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Diversos especialistas
acreditam que os conflitos que tiveram por palco as ruas
londrinas poderiam ter
ocorrido em qualquer outra cidade grande.
Tempos desleais os
nossos, onde testemunhamos a mercantilização de
tudo: sentimentos,
ideais, metas existenciais e sonhos.
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Zygmunt Bauman,
sociólogo polonês considerado, aos 86
anos de idade,
um dos principais pensadores da atualidade, classificou os
distúrbios na capital inglesa como “um motim de consumidores
excluídos e frustrados.” |
A voracidade
consumista, a pulsão pela aquisição do novo,
a permanente sensação
de insaciabilidade, e vidas vazias de sentido infelizmente
permeiam a quase
totalidade das sociedades modernas.
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Em obras como
“Modernidade Líquida” e “Vida para consumo”: a transformação das
pessoas em mercadoria, Bauman já havia observado como na atual
sociedade de consumo as campanhas publicitárias sucessivas
atrelam a busca da felicidade
a indicadores
de consumo e de riqueza ostentada.
Anúncios
publicitários que vendem o delírio de que
ser dono de um
determinado produto é o
coroamento do
sucesso individual.
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A torrente desumana de
publicidade a que somos expostos todos os dias, fomentando o
individualismo e o consumismo, em detrimento à solidariedade e
cidadania.
“Prazer é mais do que
uma sensação.
É um objetivo de vida”,
nos recorda o anúncio ao lado.
Em outras palavras, se
você não adquirir o produto anunciado,
sua vida estará
vazia não somente de prazer, mas de um objetivo.
Bauman é enfático ao
afirmar que “enquanto não repensarmos a maneira como
medimos o
bem-estar, mais problemas são inevitáveis.”
“A busca da felicidade
não deve ser atrelada a indicadores de riqueza, pois isso
apenas resulta numa
erosão do espírito comunitário em prol de competição e egoísmo.”
Em suas entrevistas,
Bauman costuma citar um antigo provérbio chinês de mais
de dois mil anos antes
do advento da modernidade, que diz:...
“Quando planejas por um
ano, semeias o grão.
Quando planejas por uma
década, plantas árvores.
Quando planejas por uma
vida inteira, formas e educas as pessoas.”
As graves crises éticas
e morais, sociais e ambientais que solapam a humanidade por
todos os lados anunciam
a necessidade de superarmos a modernidade, e trabalharmos
para o advento daquilo
definido por pós-modernidade.
E o que significa
‘educar’ para os tempos de pós-modernidade?
O urgente e vital
desafio de educar as futuras gerações de modo que possam
cultivar uma nova
visão, uma atenção expandida.
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Pais e avós,
professores e educadores, e todos aqueles amantes da vida
devemos abraçar a causa de como garantir às novas gerações uma
educação plena.
Uma educação
capaz de estimular a reflexão e a crítica, de modo que saibam
cultivar a ética, a transcendência, a cooperação, a
solidariedade e o respeito à vida.
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Uma educação
plena, que abarque o desenvolvimento físico e intelectual,
emocional, espiritual e social das crianças pequenas que estão
iniciando a sua caminhada pela jornada terrena.
Somente
teremos ordem, progresso e beleza no dia em que a Educação e a
Infância forem consideradas uma prioridade essencial. |
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O educador
recifense Paulo Freire, considerado um dos pensadores mais
notáveis
na história da
pedagogia mundial, afirma:...
“Eu nunca
poderia pensar em educação sem amor.
É por isso que
eu me considero um educador: acima de
tudo porque eu
sinto amor.” |
“Eu sou um intelectual
que não tem medo de ser amoroso, eu amo
as gentes e amo o
mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu
brigo para que a
justiça social se implante antes da caridade.”
“Pra mim, o ‘eu sou,
logo existo’ há muito tempo sumiu.
‘Nós somos, logo
existimos’, esta é que é a formulação.
Nós existimos, fazemos
coisas, por isso somos, entende?...”
“Não é possível refazer
este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes
brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho,
inviabilizando o amor.
Se a educação sozinha
não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”
“Mudar é difícil mas é
possível.”
(Adaptação do PPS
Pós-modernidade, criado por
Projeto “Compaixão e
Cidadania”. Um espaço para reflexões
sobre temas
essenciais. compaixao_cidadania@hotmail.com)
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